Era uma vez uma criança pobre, de rosto sujo. O menino chamava-se João Paulo. Vivia com a sua mãe que se chamava Eulália, numa casa muito simples situada numa floresta.
Certo dia, ele apercebeu-se que sua mãe estava muito doente e como seu pai tinha morrido na guerra vivia sozinha com o filho.
O filho, João Paulo, sentiu que tinha de ajudar a sua mãe, falou com ela, disse-lhe que sairia em breve à procura de um remédio para ela.
Ele não queria deixar morrer a sua mãe porque não tinha mais família, a mãe era a única pessoa que ele tinha no mundo. Despediu-se dela e partiu em busca do remédio.
Pelo caminho, atravessando a floresta ele ouvia ruídos desconhecidos, mas continuou sem medo.
De repente, ouve vozes que diziam: morte… morte… moooorte. Então o menino muito assustado começou a chorar, continuando a andar, com a sua merenda embrulhada num pano. Ele não percebia porque é que as vozes que ele desconhecia diziam: morte… morte… moooorte… Será que a sua mãe estava aflita? Era o que ele mais temia. Continuou a caminhar o mais rápido possível. Pelo caminho, ele parou e encontrou uma árvore maravilhosa. Era diferente de todas as outras.
- Não sei mais o que fazer! – choramingou ele.
- Olá! – disse a árvore numa voz muito doce…
- Uau! – admirou-se João Paulo.
- Quem és tu?
- Eu sou uma árvore, mas não te quero assustar, só te quero ajudar!
- A sério?
- Claro que sim… Contas-me o que se passa contigo?
- Está bem! A minha mãe está muito doente e como o meu pai já morreu só eu a posso ajudar. Ela está muito doente e eu vou à procura do remédio para a curar!
- Ah, já percebi - disse a árvore muito triste. - Sabes que eu sei onde se vendem remédios, pode ser que lá haja o que tu procuras…
- Sabes? Podes-me ajudar?
- Sim, posso. No meio desta cidade há uma loja chamada “Cura Tudo”. Lá, deves encontrar o tal remédio que procuras.
- Muito, muito obrigada - disse João Paulo.
Despediu-se da árvore e continuou a sua viagem.
- Adeus, boa sorte e boa viagem - disse a árvore.
Já na cidade, e depois de muito caminhar, encontrou, finalmente a loja. Entrou e, felizmente, encontrou o remédio para a sua mãe. Mas a sua felicidade durou pouco. Quando perguntou o preço do remédio assustou-se, era muito, muito caro … e ele não tinha dinheiro suficiente. A dona da loja não o deixava levar o remédio se ele não pagasse o dinheiro todo. Saiu da loja para pensar como podia arranjar o resto do dinheiro.
Ele viu um rapazinho como ele a arrumar carros num parque de estacionamento. Será que também estava a ganhar dinheiro para ajudar a mãe? Juntou-se a ele e conseguiu juntar o resto do dinheiro e mais algum que lhe daria para voltar para junto da sua mãe.
Regressou à loja e quando saiu de lá já vinha muito contente com o remédio para a sua mãe nas mãos. Mas não se podia esquecer de se despedir da sua amiga árvore que o ajudou muito e o ouviu… Na viagem de regresso foi visitar a árvore! Despediu-se dela com muito carinho e agradeceu-lhe tudo que ela fez por ele. E continuou a sua viagem.
Quando chegou a casa, viu a mãe estendida na cama e percebeu que todo o seu esforço tinha valido a pena. Pegou o remédio da sua sacolinha e deu-o a beber à mãe.
Pouco tempo depois, a mãe acordou ao som da canção que João Paulo lhe cantava, já sem dores e começou a cantar com o filho enquanto o abraçava.
E assim acabou a história vivida e sofrida por esta criança pobre.
Temos que dar mais valor aos nossos pais e nunca perder a esperança!
Ana Daniela, 7º3
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