Era uma vez um Soldado forte e valente, corajoso e esperto capaz de enfrentar todos os perigos. Morava numa casa de madeira dentro das muralhas do castelo do Rei D. Henrique.
Certo dia, já com pouco dinheiro, o Soldado saiu para a floresta, a cavalo, para arranjar comida para os dois. De cima do penhasco avistou um caminho que ia dar a uma taberna, grande e velha. Entrou na taberna, sentou-se e um Velhinho veio ter com ele, pediu-lhe que fosse numa aventura à procura dum tesouro que lhe tinham roubado e em troca teria uma grande recompensa.
O Soldado pôs-se a pensar e decidiu aceitar a proposta. Logo, pegou no seu cavalo preto e rápido a caminho do Norte para a sua nova aventura. Pelo caminho encontrou um amigo e pediu-lhe ajuda. Os dois falaram e, já sabendo o caminho, o Soldado continuou a sua aventura. Ao cair da noite, teve de passar por uma perigosa montanha onde encontrou bandidos que o tentaram assaltar e depois matá-lo. Ele, então, saltou do seu cavalo, tirou a sua espada e começou a lutar. O Soldado saiu vitorioso da luta mas estava muito cansado e decidiu parar para descansar.
Começou a fazer-se dia e o Soldado continuou a sua longa viagem. Ao fim de algumas horas, chegou ao seu destino, ao Templo da Imortalidade. Entrou e teve de passar por vários obstáculos. O último obstáculo que o Soldado teria de enfrentar era muito assustador. Ele teria de lutar com o Guerreiro da Montanha que guardava a porta do tesouro do Velhinho. Começaram a lutar e em certo momento o Soldado ficou ferido e não sabia o que fazer. Mas, de repente, não sabendo donde veio, apareceu o seu amigo já preparado para o ajudar. O inimigo vai com a espada para espetar no coração do Soldado e o seu amigo corta-lhe o ataque, pondo-se à sua frente, morrendo por ele. O Soldado ficou furioso, levantou-se, apanhou a sua espada e por trás do inimigo, espeta-lhe a espada matando-o.
O Soldado abriu a porta do tesouro, ficando pasmado a olhar para este. Era uma jovem rapariga, bonita de 16 anos que chorava pelos seus pais. Ele tentou acalmá-la e ganhou a sua confiança. Puseram-se os dois a caminho, de regresso a casa. Assim que chegaram a casa, o Soldado entrega a jovem ao seu pai, o Velhinho. Este, impressionado com o seu esforço, coragem e bondade dá-lhe a riqueza que lhe tinha prometido.
Quando o Rei soube deste assunto, mandou chamar o Soldado ao Castelo. O Rei falou com ele e nomeou-o Cavaleiro. A população aplaudiu e sempre que surgia um problema, lá estava ele para ajudar.
Certo dia, o Velhinho foi ao encontro do Soldado, conhecido agora como o guerreiro destemido, e deu-lhe a mão da sua filha em casamento. Casaram-se e tiveram filhos, sendo estes, como o pai, heróis também.
Rui Filipe e Rui Miguel, 7º3
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