A miúda da mochila às riscas (1ª parte)
Uma história verídica tem sempre o seu ponto trágico, tal como a minha vai ter.
Antes de mais, quero apresentar-me, sou o Leo. Contrariamente ao que as pessoas pensam, não gosto nada da vida que levo. Ok, ok, eu sei que tenho condições para ser feliz com a minha família. Mas não é esse o caso… eu tenho uma vida de cão mas é na escola. Tentem só perceber os problemas de um puto de 12 anos na escola, apaixonado pela miúda errada, e depois me dirão se tenho ou não razão. Os problemas vêm sempre com as miúdas (bem, neste caso, é só uma).
Tudo começou o ano passado, há mais de sete meses, quando me “apaixonei” por ela. Um dia, enchi-me de coragem e agi. Não sabia como lhe agradar. Comecei a estudar melhor a situação e foi então que descobri que ela adorava “pintarolas”. Fiz um plano com o “Sanduíche” e o Guilherme. Bem, não era bem um plano, apenas lhes contei o que ia fazer porque, como não tinha feito os trabalhos de casa, estava de castigo e como o meu pai não me dava mesada durante um mês, tive de pedir um empréstimo aos meus amigos para poder comprar as pintarolas.
No dia seguinte, lá estava eu, no bar da escola, à espera na grande fila. Mas, por que carga de água é que eu tinha de esperar na fila tanto tempo? Já sou do sétimo ano! Avancei na esperança de conseguir passar até que me apareceu um matulão do nono ano. Foi o fim da minha brincadeira. Passei de quase no objectivo para muito longe disso. Bem, só me restava esperar e foi o que fiz.
Ultrapassados três quadros, dois aquecedores e um miúdo que não tinha lenços de papel para limpar o nariz, cheguei, finalmente, junto da funcionária. Ufa! Estava a ver que nunca mais era a minha vez. E não é que tive mesmo sorte porque era o último pacote de pintarolas que lá havia!
Mesmo ao sair do bar, deparei-me com ela, mas não tive coragem. Talvez a solução fosse recorrer outra vez aos meus amigos visto que um deles a conhecia (o Guilherme). Lá tive eu de lhe prometer uns favores, mas valeu a pena porque ele levou-lhe o pacote e disse-lhe que tinha sido eu a oferecer-lho. E, mesmo segundos antes de tocar, ela veio à minha beira dizer-me ”Obrigada” com aquela voz falsamente meiga!.... Naquele momento senti um calor nas bochechas mesmo estranho, mas foi um estranho bom porque eu estava para explodir de não sei o quê que também era bom.
No dia seguinte, tive mesmo sorte de a encontrar na biblioteca. Ainda bem que estava com os meus amigos que me avisaram a tempo que eu tinha uma coisa preta nos dentes! Bem, as coisas resolveram-se e eu não fiz figura de parvo.
Ela estava a estudar por isso perguntei-lhe se queria ajuda. Ela disse que não, mas eu insisti e fiquei ao lado dela. A conversa não foi muito longa mas foi o suficiente para lhe arrancar um sorriso. Finalmente, ela foi-se embora, e eu com ela. Foi outra das conversas que não durou muito tempo porque era terça à tarde, e, à terça à tarde, ela não tem aulas, mas eu sim, por isso tive de a deixar com as amigas e ir apanhar uma seca com a professora de Francês. No intervalo seguinte, ela já tinha ido para casa. Esperei pelo dia seguinte para me encontrar com ela.
Foram bons os dias seguintes que passámos juntos. Finalmente, começámos a namorar. Esse dia foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Os dias e as semanas foram passando, um mês, dois meses, e os problemas chegaram.
Uma história verídica tem sempre o seu ponto trágico, tal como a minha vai ter.
Antes de mais, quero apresentar-me, sou o Leo. Contrariamente ao que as pessoas pensam, não gosto nada da vida que levo. Ok, ok, eu sei que tenho condições para ser feliz com a minha família. Mas não é esse o caso… eu tenho uma vida de cão mas é na escola. Tentem só perceber os problemas de um puto de 12 anos na escola, apaixonado pela miúda errada, e depois me dirão se tenho ou não razão. Os problemas vêm sempre com as miúdas (bem, neste caso, é só uma).
Tudo começou o ano passado, há mais de sete meses, quando me “apaixonei” por ela. Um dia, enchi-me de coragem e agi. Não sabia como lhe agradar. Comecei a estudar melhor a situação e foi então que descobri que ela adorava “pintarolas”. Fiz um plano com o “Sanduíche” e o Guilherme. Bem, não era bem um plano, apenas lhes contei o que ia fazer porque, como não tinha feito os trabalhos de casa, estava de castigo e como o meu pai não me dava mesada durante um mês, tive de pedir um empréstimo aos meus amigos para poder comprar as pintarolas.
No dia seguinte, lá estava eu, no bar da escola, à espera na grande fila. Mas, por que carga de água é que eu tinha de esperar na fila tanto tempo? Já sou do sétimo ano! Avancei na esperança de conseguir passar até que me apareceu um matulão do nono ano. Foi o fim da minha brincadeira. Passei de quase no objectivo para muito longe disso. Bem, só me restava esperar e foi o que fiz.
Ultrapassados três quadros, dois aquecedores e um miúdo que não tinha lenços de papel para limpar o nariz, cheguei, finalmente, junto da funcionária. Ufa! Estava a ver que nunca mais era a minha vez. E não é que tive mesmo sorte porque era o último pacote de pintarolas que lá havia!
Mesmo ao sair do bar, deparei-me com ela, mas não tive coragem. Talvez a solução fosse recorrer outra vez aos meus amigos visto que um deles a conhecia (o Guilherme). Lá tive eu de lhe prometer uns favores, mas valeu a pena porque ele levou-lhe o pacote e disse-lhe que tinha sido eu a oferecer-lho. E, mesmo segundos antes de tocar, ela veio à minha beira dizer-me ”Obrigada” com aquela voz falsamente meiga!.... Naquele momento senti um calor nas bochechas mesmo estranho, mas foi um estranho bom porque eu estava para explodir de não sei o quê que também era bom.
No dia seguinte, tive mesmo sorte de a encontrar na biblioteca. Ainda bem que estava com os meus amigos que me avisaram a tempo que eu tinha uma coisa preta nos dentes! Bem, as coisas resolveram-se e eu não fiz figura de parvo.
Ela estava a estudar por isso perguntei-lhe se queria ajuda. Ela disse que não, mas eu insisti e fiquei ao lado dela. A conversa não foi muito longa mas foi o suficiente para lhe arrancar um sorriso. Finalmente, ela foi-se embora, e eu com ela. Foi outra das conversas que não durou muito tempo porque era terça à tarde, e, à terça à tarde, ela não tem aulas, mas eu sim, por isso tive de a deixar com as amigas e ir apanhar uma seca com a professora de Francês. No intervalo seguinte, ela já tinha ido para casa. Esperei pelo dia seguinte para me encontrar com ela.
Foram bons os dias seguintes que passámos juntos. Finalmente, começámos a namorar. Esse dia foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Os dias e as semanas foram passando, um mês, dois meses, e os problemas chegaram.
João Pedro Rodrigues, 7º3, Nº19
Oh! Que pena! Será que este romance merece um final feliz?
Oh! Que pena! Será que este romance merece um final feliz?
Sem comentários:
Enviar um comentário