Já chegou a 2ª parte da história do 7º1! Vamos lê-la!
Um Tesouro... (2ª parte)
Mas um dia, sentado num cadeirão grandioso e soberbo, no seu quarto, Ippolito começou a divagar…
Observava a paisagem da sua janela. O majestoso jardim, repleto de flores ilustres, dálias rosadas, rosas vermelhas, algumas ainda em botão, tulipas amareladas e muitas outras flores… Havia ainda as árvores frondosas, repletas de grandes e diversificados frutos. Os ramos pareciam autênticos braços a agarrar o mundo, preenchendo a entrada do casarão dos pais de Ippolito! Mas, ao contemplar o jardim, o olhar de Ippolito desvanecia-se no horizonte... Tudo lhe fazia lembrar a sua prezada e amada família. As árvores relembravam-lhe cada filho que tivera, as flores e o seu cheiro perfumado faziam-no recordar a sua mulher, com quem privara uma vida muito feliz…
Para não continuar a pensar em acontecimentos amargos, decidiu ir à rua dar uma volta. Caminhando entre os vários transeuntes, Ippolito observou as famílias que passavam. Estas estavam alegres, felizes… De repente, sentiu um toque no ombro e virou-se surpreendido. Era um amigo, de longa data, chamado Marcus. Após os habituais cumprimentos, Marcus deu os seus pêsames a Ippolito, acrescentando:
-Há muito que penso em ti, na tua dor e na nossa amizade. Só que o tempo é escasso!
- Efectivamente o tempo não chega, mas, para mim, tem sido demasiado longo, desde que…Enfim, tu sabes o quão é difícil, perder os nossos entes….
-Sem dúvida! No entanto, o passar do tempo ajuda. Queres tomar um café? Aproveitamos para falar dos projectos inacabados, quando éramos jovens universitários.
- Bem, pode ser. Não tenho nada relevante para fazer.
Aproveitaram e conversaram sobre as suas vidas, o que tinha mudado nelas, as alegrias, as tristezas… Até que Marcus teve a ideia de apresentar um projecto que já andava a magicar fazia muito tempo! Além disso, podia melhorar a vida de ambos positivamente!
- Tenho andado aqui a pensar num projecto com alguém e, meu caro amigo, pareces-me perfeito! Tenho uma proposta aliciante para ti!
Pela primeira vez, em tanto tempo, Ippolito demonstrou algum interesse.
- A sério? Então, diz lá o que é…
- Como sabes, há muitas pessoas carenciadas que precisam de ajuda… Se nós organizássemos uma empresa que reunisse as condições necessárias para apoiar pessoas desfavorecidas, conseguíamos que houvesse menos desgraça nesta cidade!
- Lá isso é verdade, mas… Hum, não sei…
- Vais para casa e pensas na minha proposta. Liga-me que eu trato do resto, pode ser?
- Fica combinado!
À noite, depois de jantar, Ippolito foi para o seu quarto. A conversa que tivera com Marcus naquela tarde não lhe saía da cabeça. Ficou a noite toda a matutar nessa proposta.
No dia seguinte, Ippolito já tinha tomado uma decisão. Não podia ficar de braços cruzados e continuar sem fazer nada! Tinha de começar a pensar no rumo que daria à sua vida e tinha de pôr termo aos pesadelos sombrios que na escuridão e solidão da noite o assombravam! Tinha de abdicar da tristeza que penetrava a sua alma sem aviso prévio… Vivera momentos inesquecíveis, momentos ímpares com a sua família e era nisso que devia considerar.
Num gesto automático e carregado de determinação (nem sabia ele donde vinha tal ânimo) telefonou ao amigo e disse-lhe:
- Estou Marcus? É o Ippolito… Queria dizer-te que pensei na tua proposta e já tenho uma resposta para te dar…
- Então, aceitas ou não?! – interrompeu Marcus.
- Sim, aceito. Acho que devo ajudar as pessoas a melhorar a sua vida, o seu ambiente familiar…
- Excelente! Vou já começar a tratar de tudo!
- E o edifício para o projecto? Sabes perfeitamente que não se constrói de um dia para o outro!
- Não te preocupes! Não será, certamente, missão impossível!
- Tens razão, meu amigo!
- Se for possível, dentro de três horas, reúne tudo o que possas, desde roupas a sapatos que já não uses. Vou fazer o mesmo e trago para o café onde estivemos ontem. Pode ser?
- Não há problema!
Chegada a hora combinada, Ippolito foi ter com Marcus.
- Bom dia! – cumprimentou Marcus.
- Olá! Desculpa a demora, mas tive a reunir tudo o que podia e demorei mais do que o desejado…
- Não te preocupes! Estive a pensar e acho que no sítio estratégico, para começarmos a entregar os bens materiais. Pensei no bairro ao pé do mercado…
- Pois, lá é que reina a pobreza! – afirmou Ippolito.
- Completamente! Há pessoas que nem casa têm para viver! Dormem no chão, os indigentes, e não tem comida para alimentarem os filhos…
- Temos de ir o mais rápido possível! E temos de planear diversos estratagemas, pois há pessoas que rejeitam ser ajudadas!
- Então vamos embora! Deixa-me só pagar o café e já vamos de gôndola até ao mercado! – exclamou Marcus.
Logo que chegaram ao mercado, foram directos às casas degradadas que lá havia.
Conseguiram ir a várias casas e distribuir alimentos, mantas e muitos brinquedos, às crianças pequenas, sem causar qualquer embaraço. As pessoas acolhiam bem a ajuda.
Mas houve uma casa…
Mas um dia, sentado num cadeirão grandioso e soberbo, no seu quarto, Ippolito começou a divagar…
Observava a paisagem da sua janela. O majestoso jardim, repleto de flores ilustres, dálias rosadas, rosas vermelhas, algumas ainda em botão, tulipas amareladas e muitas outras flores… Havia ainda as árvores frondosas, repletas de grandes e diversificados frutos. Os ramos pareciam autênticos braços a agarrar o mundo, preenchendo a entrada do casarão dos pais de Ippolito! Mas, ao contemplar o jardim, o olhar de Ippolito desvanecia-se no horizonte... Tudo lhe fazia lembrar a sua prezada e amada família. As árvores relembravam-lhe cada filho que tivera, as flores e o seu cheiro perfumado faziam-no recordar a sua mulher, com quem privara uma vida muito feliz…
Para não continuar a pensar em acontecimentos amargos, decidiu ir à rua dar uma volta. Caminhando entre os vários transeuntes, Ippolito observou as famílias que passavam. Estas estavam alegres, felizes… De repente, sentiu um toque no ombro e virou-se surpreendido. Era um amigo, de longa data, chamado Marcus. Após os habituais cumprimentos, Marcus deu os seus pêsames a Ippolito, acrescentando:
-Há muito que penso em ti, na tua dor e na nossa amizade. Só que o tempo é escasso!
- Efectivamente o tempo não chega, mas, para mim, tem sido demasiado longo, desde que…Enfim, tu sabes o quão é difícil, perder os nossos entes….
-Sem dúvida! No entanto, o passar do tempo ajuda. Queres tomar um café? Aproveitamos para falar dos projectos inacabados, quando éramos jovens universitários.
- Bem, pode ser. Não tenho nada relevante para fazer.
Aproveitaram e conversaram sobre as suas vidas, o que tinha mudado nelas, as alegrias, as tristezas… Até que Marcus teve a ideia de apresentar um projecto que já andava a magicar fazia muito tempo! Além disso, podia melhorar a vida de ambos positivamente!
- Tenho andado aqui a pensar num projecto com alguém e, meu caro amigo, pareces-me perfeito! Tenho uma proposta aliciante para ti!
Pela primeira vez, em tanto tempo, Ippolito demonstrou algum interesse.
- A sério? Então, diz lá o que é…
- Como sabes, há muitas pessoas carenciadas que precisam de ajuda… Se nós organizássemos uma empresa que reunisse as condições necessárias para apoiar pessoas desfavorecidas, conseguíamos que houvesse menos desgraça nesta cidade!
- Lá isso é verdade, mas… Hum, não sei…
- Vais para casa e pensas na minha proposta. Liga-me que eu trato do resto, pode ser?
- Fica combinado!
À noite, depois de jantar, Ippolito foi para o seu quarto. A conversa que tivera com Marcus naquela tarde não lhe saía da cabeça. Ficou a noite toda a matutar nessa proposta.
No dia seguinte, Ippolito já tinha tomado uma decisão. Não podia ficar de braços cruzados e continuar sem fazer nada! Tinha de começar a pensar no rumo que daria à sua vida e tinha de pôr termo aos pesadelos sombrios que na escuridão e solidão da noite o assombravam! Tinha de abdicar da tristeza que penetrava a sua alma sem aviso prévio… Vivera momentos inesquecíveis, momentos ímpares com a sua família e era nisso que devia considerar.
Num gesto automático e carregado de determinação (nem sabia ele donde vinha tal ânimo) telefonou ao amigo e disse-lhe:
- Estou Marcus? É o Ippolito… Queria dizer-te que pensei na tua proposta e já tenho uma resposta para te dar…
- Então, aceitas ou não?! – interrompeu Marcus.
- Sim, aceito. Acho que devo ajudar as pessoas a melhorar a sua vida, o seu ambiente familiar…
- Excelente! Vou já começar a tratar de tudo!
- E o edifício para o projecto? Sabes perfeitamente que não se constrói de um dia para o outro!
- Não te preocupes! Não será, certamente, missão impossível!
- Tens razão, meu amigo!
- Se for possível, dentro de três horas, reúne tudo o que possas, desde roupas a sapatos que já não uses. Vou fazer o mesmo e trago para o café onde estivemos ontem. Pode ser?
- Não há problema!
Chegada a hora combinada, Ippolito foi ter com Marcus.
- Bom dia! – cumprimentou Marcus.
- Olá! Desculpa a demora, mas tive a reunir tudo o que podia e demorei mais do que o desejado…
- Não te preocupes! Estive a pensar e acho que no sítio estratégico, para começarmos a entregar os bens materiais. Pensei no bairro ao pé do mercado…
- Pois, lá é que reina a pobreza! – afirmou Ippolito.
- Completamente! Há pessoas que nem casa têm para viver! Dormem no chão, os indigentes, e não tem comida para alimentarem os filhos…
- Temos de ir o mais rápido possível! E temos de planear diversos estratagemas, pois há pessoas que rejeitam ser ajudadas!
- Então vamos embora! Deixa-me só pagar o café e já vamos de gôndola até ao mercado! – exclamou Marcus.
Logo que chegaram ao mercado, foram directos às casas degradadas que lá havia.
Conseguiram ir a várias casas e distribuir alimentos, mantas e muitos brinquedos, às crianças pequenas, sem causar qualquer embaraço. As pessoas acolhiam bem a ajuda.
Mas houve uma casa…
Catarina Filipa Sousa Magalhães, 7º1,nº 5
Está a ficar muito interessante!!! Que casa será esta e que surpresas nos vai revelar!?
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