quinta-feira, 13 de maio de 2010

À procura de um tesouro


Era uma vez, no século XVII, um jovem e belo Inglês. Chamava-se James, era muito ambicioso pois, em pequeno, sempre teve tudo o que queria. Achava superior a sua beleza pois tinha longos cabelos loiros e olhos cor de esmeralda. Era alto e musculado. Todas as raparigas desejavam namorá-lo. Mas ele queria para sua mulher uma beldade sem igual.
Como ele era jovem, ainda não pensava em casamento, apenas tinha uma ambição... encontrar um valioso tesouro, cheio de moedas de ouro, rubis e safiras.
James partiu sozinho, em busca do tesouro, no seu belo cavalo branco.
Pensou que a Grécia poderia ser o seu país de sonho. Percorreu toda a Europa e apenas parava para dormir pois ele queria chegar o mais rápido possível. Enfrentou ventos ferozes e grandes montanhas. Por vezes, sentia-se derrotado, mas sempre que pensava no seu tesouro ganhava novo ânimo.
Finalmente, chegou à Grécia. Ficou encantado com a beleza dos templos nas altas acrópoles e decidiu montar a sua tenda num sítio bem sossegado, no campo.
Já era noite e James só pensava em descansar. Logo pela manhã, pensou, novamente, onde poderia encontrar o seu tesouro!... Primeiro foi conhecer a cidade de Atenas, encontrou belos vasos de cerâmica com pinturas e história. Todas as mulheres o cobiçavam, mas essa não era a sua preocupação, apenas queria o seu precioso tesouro. Desiludido por não encontrar o que pretendia, voltou para a sua tenda no campo.
Sentia-se inútil e decidiu procurar no campo, não tinha muitas esperanças. Até que numa bela clareira viu a mulher mais bela que alguma vez imaginou.
Tinha uma pele morena e o seu cabelo era negro como o carvão. Os seus olhos eram azuis como o céu e brilhantes como uma pérola. Era magra e alta e trabalhava arduamente no campo. Ela era pobre, apenas uma camponesa mas com uma beleza inconfundível. Parecia abandonada, estava sozinha e parecia triste. Apaixonou-se!
Com um pouco de vergonha, decidiu falar com ela.
- Olá, bela camponesa! Como vai?
- Não posso falar, estou sobre ordens do meu tutor - disse ela com um olhar vago e perdido.
Passados uns instantes, apareceu um homem alto, feio como um cão raivoso que a arrastou para dentro de uma carroça velha e ferrugenta. James sentia-se indignado, agora que tinha encontrado o seu verdadeiro amor, não o podia perder! Seguiu-os a galope no seu belo cavalo branco.
Foi ter a uma grande mansão, onde a bela camponesa trabalhava para o seu tutor: era obrigada a fazer todo o tipo de trabalhos, mesmo os mais sujos e difíceis e ainda era maltratada e agredida. Vendo aquilo, decidiu enfrentá-lo. Escondeu-se atrás da porta, retirou a sua espada brilhante e afiada, bateu à porta sorrateiramente e esperou. De repente, com um olhar ofegante, o tutor da camponesa abriu a porta. Mal abriu a porta, James não esperou, cravou-lhe a espada no coração!
- Isto é pelo que fazes ao meu amor! - disse James.
Não perdeu tempo, foi procurar a sua amada.
- Estás livre, eu matei o teu tutor - exclamou James, orgulhosamente.
- A sério?! És o meu herói, como poderei agradecer-te?!
- Vem comigo e eu tornar-te-ei feliz.
Voltou para casa com a sua bela amada.
Tiveram uma grande e feliz família e a sua Amanda nunca mais sofreu.
James apercebeu-se que não havia tesouro melhor do que o amor e nada o poderia substituir.

João Pedro e Maria Laura, 7º1
......

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