sábado, 22 de maio de 2010

Ainda não tem título, mas já é uma história!

Há muitos e muitos, muitos anos, algures numa floresta rodeada de cedros verdes, havia uma casa de madeira, pintada de branco, com janelas lustrosas e uma pequena porta.
Nessa pobre casa vivia Artur com a sua irmã Filipa.
Certo dia de Inverno, Artur e Filipa foram apanhar lenha. Naquela floresta branca, fria e silenciosa, eis que aparece do nada uma personagem estranha coberta com uma capa de capucho que lhe ocultava a face. Ao vê-la, os dois irmãos permaneceram imóveis. Após alguns momentos, que lhes pareceram horas, a voz do misterioso soou:
-Há muito tempo que sigo os vossos passos, as vossas aventuras, os vossos risos e até as vossas desilusões.
-Quem és tu? – perguntou Filipa.
-Eu sou um mensageiro do além. Trago-vos uma missão.
Artur e Filipa estavam estupefactos! Não conseguiam acreditar naquelas palavras.
-Enviaram-me para vos dar esta missão porque sois bons irmãos. Vós tendes muita força. Sois mais fortes do que qualquer outra pessoa - continuou ele.
Quando terminou de falar, entregou-lhes um tapete e um pergaminho.
-Para que serve o tapete? - perguntou Artur.
-As respostas que procuras estão no pergaminho.
Os dois irmãos perceberam que não era uma brincadeira e entraram naquela aventura, esquecendo o frio que os rodeava.
Esquecidos do que tinham ido fazer à floresta, regressaram a casa com o pergaminho nas mãos e com o tapete que pousaram na sala de estar.
Abriram o extenso pergaminho e leram-no com entusiasmo. Estava escrito que teriam de viajar com o tapete para uma terra no Norte.
Regressaram à floresta e estenderam o tapete no local onde o estranho lhes tinha aparecido. Assim que se sentaram no tapete, ele reapareceu subitamente, dizendo-lhes:
-Sintam-se leves como uma pena e levantarão voo.
-Como fazemos isso? – perguntaram em simultâneo.
-Esvaziem a vossa mente de todos os pensamentos.
E assim o fizeram. Esqueceram todas as emoções. O tapete levantou voo e viajou a uma velocidade enorme e, em poucos minutos, chegaram a uma pequena ilha no Norte onde o tapete aterrou suavemente.
A ilha tinha um castelo rodeado de árvores e com imensos guardas, tal como referido no pergaminho. Nele também estava escrito que deveriam tomar uma poção sobre a qual não nada sabiam.
-Filipa, o que fazemos agora? – perguntou Artur.
-Estava escrito no pergaminho que nos devíamos tornar invisíveis.
-Pois, isso já eu sabia, mas só não me lembro como! – disse Artur.
Suspiraram ambos e desejaram ter perante os seus olhos a personagem desconhecida e misteriosa que, agora, se tornara o “guia” desta aventura.
Passado algum tempo de frustração e silêncio, ouvem de novo a voz.
-Artur! Artur! Estás a ouvir?! – exclamou, desesperadamente, Filipa.
-Sim, tem calma! As nossas preces devem ter sido ouvidas!
Começaram a caminhar para o meio da ilha e lá estava ele com a sua capa negra. A sua voz só se calou quando a dos dois irmãos soou.
-Artur…Filipa…Artur…Filipa… - continuava ele.
-Sim! – responderam ao mesmo tempo.
-Sintam-se como se não sentissem nada… existam como se não existissem… olhem como se não vissem…
-Não compreendo! O que queres dizer com isso? – perguntou Artur.
-Para ficarem invisíveis, desliguem-se do mundo e a vossa aparência desaparecerá…
Mais uma vez, os dois irmãos não acharam muita piada ao pedido, mas, tentaram. E o que é que se estava a prever? Claro que conseguiram.
Desapareceram em corpo e em ruído, esquecendo-se deles próprios.
Já invisíveis, aproximaram-se do palácio e entraram pelo portão, mais concretamente, atravessaram o portão!
A invisibilidade também lhes permitiu atravessar paredes e, obviamente, que os guardas que vigiavam o castelo não os viram. Mesmo assim, tiveram cautela e não fizeram movimentos que pudessem denunciar a sua presença.
Após terem percorrido dezenas de corredores, terem subido dezenas de escadas e terem atravessado dezenas de portas, chegaram a uma sala maior do que todas as outras salas do palácio: o salão principal. Estava muito limpo e arrumado. Ao centro, havia uma cúpula de vidro que parecia as vitrinas dos museus, mas muito maior. Estava lá guardada uma garrafa com um líquido transparente. Aproximaram-se dela e a cúpula abriu-se. Os dois agarraram na garrafa. Abriram-na e cada um bebeu um pouco. Primeiro Artur e depois Filipa.
-Artur!
-Filipa!
-O que está a acontecer? – perguntou Artur
-Não faço ideia, mas já não estamos invisíveis. Estamos a voltar ao normal!
-Como nos fomos meter nisto? Tantas emoções e aventuras para nada!?
Subitamente, apareceu-lhes o homem misterioso e disse-lhes:
-A poção que beberam não vos recompensará imediatamente. Têm de passar um teste: sair do castelo! Não há mais ajudas ou poderes, têm de se ajudar como irmãos. O meu trabalho acaba aqui.
-E deixa-nos assim? O que vamos fazer? – disse o Artur.
-Temos de nos unir! Este teste serve para nos conhecermos melhor, ainda melhor! Temos de trabalhar em equipa. Só assim vamos conseguir acabar com isto – exclamou Filipa.
Ditas estas palavras, Filipa e Artur desapareceram daquele reino e… estavam, novamente, em casa. Era de manhã e acordaram ambos, ao mesmo tempo e com esta experiência na memória, que os uniu, mais do que nunca.

Carolina e Pedro Braga, 7º1


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