domingo, 11 de abril de 2010

VIAGEM AO ESPAÇO (Sonho ou Realidade? )


Paulo Jorge era um rapaz de 12 anos de idade, era moreno, de olhos e cabelo escuros, alto para a sua idade. Era conhecido pela sua simpatia. Estudante no sétimo ano, num liceu de Braga. Era filho do astronauta da NASA, Ricardo Jorge. Paulo Jorge tinha crescido a ouvir, deslumbrado, as histórias que, à noitinha, junto à lareira, o seu pai contava sobre as aventuras que os seus colegas da NASA viviam quando faziam viagens espaciais.
Numa visita que fez à NASA, com o seu Pai, ficou fascinado com várias pedras vindas de planetas distantes e pensou que um dia seguiria a profissão do pai e também ele recolheria uma dessas fascinantes pedras para si.
Um dia, o seu pai chegou a casa muito contente e agitado. O Paulo percebeu logo que algo tinha acontecido e na primeira oportunidade dirigiu-se ao pai e perguntou-lhe:
-Porque estás assim tão contente?
- Ó filho, por fim fui destacado para uma missão a Marte. Vou partir dentro de uma Semana - disse o Pai.
O Paulo ficou radiante com a notícia, mas também um bocadinho preocupado. Uma viagem como aquela podia ser muito perigosa. Nessa noite, custou-lhe a adormecer e sonhou ser ele mesmo um astronauta em viagem a Marte. Nessa noite, imaginou-se nas instalações da NASA onde recebia cumprimentos dos seus superiores e entidades oficiais. Depois de vestir o fato espacial, dirigiu-se à nave com os seus três companheiros, o Pedro, o Rui e o João. Minutos depois, sentiu o estrondoso barulho dos motores da nave anunciando a partida para a longínqua viagem.
Pela manhã acordou com essa magnífica sensação. A partir daí, todas as noites sonhava com a sua aventura. Até que chegou o dia em que o seu pai partiu para a distante viagem. O Paulo ficou muito orgulhoso quando viu o seu pai a acenar da porta da bonita nave branca e preta. Depois de ouvir e ver o estrondoso arranque da nave e a velocidade com que esta desaparecia nos céus, voltou para casa acompanhado da sua mãe que se chamava Mary (era inglesa) e pela sua irmã Joana de 5 anos de idade.
Nesse dia e nos seguintes, as suas noites foram invadidas por sonhos inacreditáveis, continuando a sentir-se ele mesmo um astronauta em viagem para Marte. Numa dessas viagens em sonho, deparou-se com o primeiro obstáculo: a sua nave foi atingida por vários meteoritos que fizeram com que os motores parassem e ele e os seus colegas de viagem tiveram que decidir qual deles iria ao compartimento dos motores tentar repará-los. Foi então que o Pedro que era muito habilidoso se ofereceu para ser ele a tentar esse feito. Passaram-se quase cinco horas aterradoras até que, por fim, todos ouviram com satisfação o ruidoso barulho dos motores. Ficaram tão contentes que passaram grande parte do resto da viagem a descobrir as habilidades do robot que estava na nave. E que habilidades ele fazia: corria, ria , cantava, fazia truques e ainda servia deliciosas bebidas e guloseimas à tripulação. O Paulo gostou tanto que fez do Robot o seu melhor amigo e incrivelmente o Robot também estava sempre a procurá-lo. Ficaram todos muito tristes quando o Robot sofreu um curto-circuito e avariou. O Paulo quase chorou.
Continuaram a viagem em direcção a Marte e o Paulo, que era cientista e informático ia tirando fotografias às estrelas, meteoritos e constelações.
-Olhem, olhem está ali um satélite – disse o Rui.
-Saiam da frente para eu fotografá-lo – disse o Paulo que foi tirando várias fotografias ao satélite.
Por fim, chegaram a solo Marciano e seguindo todas as instruções de segurança saíram da nave . O Paulo, o Pedro, o Rui e o João ao pisarem aquele solo que tão poucos humanos conheciam até esse dia, sentiram a leveza do seu corpo e por breves minutos brincaram dando, com grande facilidade, gigantescos saltos naquele distante planeta. Passados esses instantes de divertimento, começaram todos a inspeccionar aquele solo e a recolherem amostras de tudo o que encontravam. Toda esta operação, foi orientada pelo Paulo que era o cientista encarregado dessa tarefa.
Já muito afastados da nave, perceberam que estavam a ser vigiados. Redobraram a sua atenção e verificaram que por trás de umas estranhas dunas se encontravam uns seres muito estranhos, com cabeças enormes de cor esverdeada e fortemente armados com uma espécie de metralhadoras automáticas. De imediato, o Paulo e os seus companheiros, perceberam que se tratava de marcianos e lentamente começaram a dirigir-se para a nave, mas aconteceu o pior, os marcianos começaram a disparar aquelas estranhas armas que projectavam um feixe de luz intermitente. Cheios de medo, aproveitando a leveza do corpo, os quatro começaram a saltar até chegarem à nave, porém o Rui e o João foram atingidos mortalmente e os seus corpos evaporaram-se.
-Viste isto Pedro? – questionou o Paulo apavorado.
– Sim, entra na nave – disse o Pedro.
Assim fizeram e fecharam a comporta da nave que já estava cercada por marcianos. Então, o Paulo lembrou-se que os sacos com as recolhas que fizeram estavam com o Rui e tinham ficado ali no chão junto ao local onde fora abatido.
- Que fazemos agora? – perguntou o Pedro.
- Vamos pensar – disse o Paulo.
O Paulo lembrou-se que talvez o Robot pudesse ajudar, mas como se estava avariado?! Dirigiu-se ao Pedro e disse:
- Pedro, vamos tentar arranjar o Robot?
- Sim, vamos tentar – respondeu o Pedro.
Meteram os dois mãos à obra. O Pedro consertou a parte mecânica do Robot e o Paulo a parte informática. Alguns minutos depois, já o Robot dizia: Hip; Hip; Olá, estão todos bem?
- Sim - responderam os dois.
Introduziram no mecanismo de defesa do Robot a situação em que se encontravam e o Robot, depois de assimilar toda a informação, disse:
- Coloquem-me fora da nave e fechem as comportas.
O Paulo desceu o Robot para o solo e escondeu-se atrás da nave. Logo o Robot começou a disparar em forma rotativa um feixe parecido com raios lazer que afugentou todos os marcianos que, assustados, até deixaram cair as suas estranhas armas. O Paulo aproveitou para pegar nos sacos com as recolhas que tinham feito e aproveitou ainda para tirar algumas fotografias aos marcianos em fuga, tendo a consciência que isso era um grande feito porque era ele o único humano a obter tais fotos que seriam, sem dúvida, muito importantes para os cientistas da NASA continuarem a estudar aquele planeta.
Os três juntos, O Paulo, o Pedro e o Robot, agora já mais calmos, organizaram tranquilamente o regresso a Terra e partiram em direcção ao Mar Negro onde estariam gigantescos navios de guerra e grandes helicópteros à sua espera para os recolher.
A viagem de regresso correu sem problemas e a sua chegada foi uma festa na NASA. Os cientistas ficaram eufóricos de alegria por tudo o que os quatro heróis tinham conseguido recolher e especialmente pelas fotografias que o Paulo conseguiu tirar aos marcianos. Fizeram também uma grande homenagem aos dois astronautas que tinham morrido na missão.
Estava o Paulo a ser cumprimentado pelo Presidente dos EUA quando acordou, ainda a esfregar os olhos, viu na sua mesinha de cabeceira uma estranha pedra, igual àquelas que tinha visto a quando da visita que fizera com o seu Pai à NASA e que tanto desejou possuir. De repente, ouviu na sala o seu pai rindo e falando alegremente com a sua mãe. Percebeu, então, que o seu pai tinha regressado da viagem e lhe trouxera de presente aquele bocadinho de planeta só para ele.
Levantou-se a correr e foi dar um grande abraço ao pai que era, sem dúvida, o seu grande herói.

Francisco e Pedro Miguel, 7º3

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