sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ERA UMA VEZ...

Continuação da história do 7º1

Um Tesouro... (3ª parte)

Mas houve uma casa diferente de todas as outras…
Era uma casa grande e isolada, parecia um palácio, mas estava um pouco degradada.
Já há muitos anos que a casa não era habitada e ninguém tinha coragem para lá entrar. Parecia assombrada! Mas os dois amigos, Ippolito e Marcus, foram muito corajosos e entraram.
Dentro da casa havia peças de ouro e prata, uma mobília de madeira robusta e dois longos sofás cobertos com um pano branco.
A casa tinha um ambiente pesado, sinistro, medonho e assustador. Nos cantos da casa avistavam-se extensas teias de aranha e era imenso o pó que ali havia. As portadas das janelas estavam envelhecidas e os vidros estavam estilhaçados no chão.
Já mais adiante, entraram num enorme salão de baile cujas paredes estavam cobertas de molduras de pessoas célebres. Ainda restava uma parte dos candelabros e também era visível a grande grafonola que animava os inúmeros bailes que deve ter havido ali.
Depois de observarem com muita atenção os pormenores daquela bela sala, perceberam que uma porta do salão de baile dava acesso à biblioteca.
A biblioteca era grande e rodeada de estantes de livros, o seu tecto era desenhado e representava os anjos quando liam, havia apenas uma secretária, a secretária do Senhor da casa. Os livros envelhecidos tinham as páginas amareladas e cheiravam a mofo. Eram livros de cultura, religião… também havia jornais, onde estavam inscritos os acontecimentos mais marcantes da época.
Através dos documentos encontrados na biblioteca, Ippolito começou a imaginar como seria a vida de quem viveu naquele palácio.
- Quem achas que morou aqui? – perguntou Ippolito.
- Pelo que encontramos, devia ser uma família muito rica e com muita cultura – respondeu Marcus.
- Sim – acrescentou Ippolito – mas para além disso, as pessoas que viviam aqui deviam estar ligadas a um grande tesouro. Repara aqui neste jornal.
- Aí diz que existe um tesouro nesta casa, jamais descoberto! – espantou-se Marcus.
- E ainda diz que esse tesouro é uma herança de todo o bairro – acrescentou Ippolito.
- Mas porque é que o tesouro está guardado nesta casa? – perguntou Marcus.
Já não era possível responder à sua pergunta porque o resto da folha do jornal estava rasgada.
Procuraram por toda a casa uma resposta para aquela pergunta, mas era impossível encontrá-la, a casa era enorme e eles não conheciam todos os recantos.
Na passagem pela zona dos quartos, verificaram que um deles era diferente dos outros.
Aquele era um quarto de luxo, uma cama enorme… um toucador com um espelho redondo onde ainda se podiam ver frascos de perfumes antigos e cremes abandonados. Dentro de um grande roupeiro, estavam belos vestidos de franja dourada, já um pouco rompidos, mas não só, também havia uma pequena caixa de madeira com fotografias da família. Eram visíveis seis pessoas, o pai que era o Senhor da casa, a mãe, os três filhos e a avó. Mas eram apenas fotografias, o que eles precisavam era a resposta à pergunta de Marcus.
Ippolito e Marcus não desistiram de procurar, até que chegaram à sala de jantar. Havia uma longa mesa, naquela sala, e um carrinho que transportava as comidas e o vinho maduro que vinha da adega. Naquela sala faziam-se grandes banquetes!
Continuaram a andar e a procurar, mas a única coisa que faziam era apreciar a beleza daquele palácio, pois não encontravam a resposta para aquele mistério.
Até que chegaram a um sítio…


Francisca Araújo Gomes, 7º1

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