Um Tesouro… (1ª PARTE)
Era uma vez, há dezenas de anos, em meados do século XIX, uma grandiosa e afortunada família: os pais, os avós, os tios, muitos primos, entre os quais muitas crianças. Viviam numa cidade, ou melhor, numa GRANDE cidade, uma cidade bela, sem igual, a magnífica cidade de Veneza, cujo esplendor se reflectia nas águas do rio!
O chefe da família, o pai, Ippolito Trivellato, homem de palavra, mas sobretudo de negócios, era um grande homem. Era conhecido por andar sempre vestido a rigor, parecia que estava sempre pronto para ir a uma cerimónia, a um casamento… Vivia os seus 42 anos de forma alegre, entusiasmada e amava os filhos de uma forma forte.
Tratava-se de uma família rica, possuidora de um enorme património. Gostavam de exibir a sua riqueza passeando os casacos de pele, os vestidos de seda, as caras jóias que provocavam grande furor em quem os via a passear. Os seus carros, sempre conduzidos por motoristas, eram longas limusinas, muitíssimo luxuosas.
Os seus temas de conversa eram muito interessantes e variados. Falavam do vestuário, dos carros, das viagens, do número infinito de empregados e da espantosa casa onde moravam. Uma casa sumptuosa, com inúmeros compartimentos, muitos dos quais se encontravam desabitados. Um verdadeiro palácio! Apesar de todo o luxo e imponência, o maior tesouro daquela casa era o amor que unia todos os membros da família porque, acima de tudo, esta família amava-se.
A 28 de Agosto de 1867, embarcaram num navio. Iam fazer um cruzeiro no Mar Báltico. No navio, havia vários divertimentos, ginásios, pistas de corrida, entre muitas outras estruturas.
Certa tarde, estava a família numa das três piscinas do navio, quando, de repente, este começou a abanar. A tripulação pediu calma, informando que tudo se resolveria em breve.
– Mamã, que se passa? – questionaram os filhos assustados - é perigoso?
– Não, não… – respondeu pouco confiante – não deve ser nada importante. Descansem… – disse a mãe tentando acalmar os filhos!
O Senhor Ippolito, o pai, foi saber o que se passava, junto do comandante do navio.
– Sabe quem sou? Claro que sabe… Exijo saber o que se passa. Se me enganar processo-o! – ordenou furioso Ippolito.
– Também não sei o que possa ser, mas pressinto que não seja bom, estou a tentar resolver o problema e perceber o que se passa! Quando souber algo avisá-lo-ei, não se preocupe! – explicou o comandante assustado.
Passados cerca de cinquenta minutos, já os passageiros estavam a desesperar, o barco começou a abanar de uma ponta à outra, cada vez mais violentamente, de tal forma que o barco se AFUNDOU!
O naufrágio foi tão inesperado que poucas pessoas sobreviveram.
A notícia da tragédia não tardou a chegar ao posto de controlo. Tinham perdido o sinal do barco! Aflitos, enviaram barcos para averiguar a situação. Quando estes barcos lá chegaram, assustaram-se com o que viram… Recolheram de imediato os sobreviventes.
A notícia espalhou-se.
Entre as pessoas salvas, umas estavam inconscientes e outras amnésicas. As que estavam sãs gritavam pelos familiares que tinham perdido.
Entre os sobreviventes encontrava-se Ippolito, mas estava inconsciente. Mais nenhum familiar tinha sido resgatado da catástrofe.
Passados alguns dias, Ippolito acordou do coma um pouco confuso.
- Onde é que estou? - perguntou ele à enfermeira – que se passa?
- Está no hospital. Foi resgatado…
- Não me diga mais nada – exclama Ippolito interrompendo a enfermeira – já me lembro de tudo o que aconteceu. Onde estão os meus familiares?
A enfermeira não sabia o que responder. O que seria melhor? Dizer a verdade, omitir?
- Os seus familiares…
-Diga de uma vez por todas, onde estão eles? – Ippolito começava a ficar preocupado.
- Os seus familiares não foram resgatados.
Ippolito entrou em pânico, começou a gritar, ficou desnorteado. A enfermeira foi chamar de imediato um médico. O médico responsável foi ver o que se passava e pediu para chamarem um psiquiatra, achando que era o melhor para Ippolito. Este não reagiu com muito agrado, mas acabou por aceitar. Estiveram durante bastante tempo a conversar.
As suas lesões físicas e psicológicas tinham sido graves e, por isto, a recuperação foi demorada. Havia já dois anos que Ippolito estava internado! Até que a 12 de Setembro de 1869 Ippolito falou, pela primeira vez, que se queria ir embora.
Um mês depois, os médicos autorizaram a sua saída do hospital.
Em casa, esperavam-no os seus pais que o acolheram com muita emoção. Lágrimas correram pelas suas faces. Os empregados tinham preparado muitíssimo bem a casa, sob as ordens da mãe de Ippolito, pois esta queria animar o filho.
Nos meses seguintes, o ambiente no palácio foi muito triste. Sem as pessoas mais importantes da sua vida, Ippolito vivia fechado no palácio, isolado do mundo. A sua riqueza não o ajudava, agora, a ser feliz.
Mas, um dia…
Catarina Isabel Sobral, 7º1, nº6
Era uma vez, há dezenas de anos, em meados do século XIX, uma grandiosa e afortunada família: os pais, os avós, os tios, muitos primos, entre os quais muitas crianças. Viviam numa cidade, ou melhor, numa GRANDE cidade, uma cidade bela, sem igual, a magnífica cidade de Veneza, cujo esplendor se reflectia nas águas do rio!
O chefe da família, o pai, Ippolito Trivellato, homem de palavra, mas sobretudo de negócios, era um grande homem. Era conhecido por andar sempre vestido a rigor, parecia que estava sempre pronto para ir a uma cerimónia, a um casamento… Vivia os seus 42 anos de forma alegre, entusiasmada e amava os filhos de uma forma forte.
Tratava-se de uma família rica, possuidora de um enorme património. Gostavam de exibir a sua riqueza passeando os casacos de pele, os vestidos de seda, as caras jóias que provocavam grande furor em quem os via a passear. Os seus carros, sempre conduzidos por motoristas, eram longas limusinas, muitíssimo luxuosas.
Os seus temas de conversa eram muito interessantes e variados. Falavam do vestuário, dos carros, das viagens, do número infinito de empregados e da espantosa casa onde moravam. Uma casa sumptuosa, com inúmeros compartimentos, muitos dos quais se encontravam desabitados. Um verdadeiro palácio! Apesar de todo o luxo e imponência, o maior tesouro daquela casa era o amor que unia todos os membros da família porque, acima de tudo, esta família amava-se.
A 28 de Agosto de 1867, embarcaram num navio. Iam fazer um cruzeiro no Mar Báltico. No navio, havia vários divertimentos, ginásios, pistas de corrida, entre muitas outras estruturas.
Certa tarde, estava a família numa das três piscinas do navio, quando, de repente, este começou a abanar. A tripulação pediu calma, informando que tudo se resolveria em breve.
– Mamã, que se passa? – questionaram os filhos assustados - é perigoso?
– Não, não… – respondeu pouco confiante – não deve ser nada importante. Descansem… – disse a mãe tentando acalmar os filhos!
O Senhor Ippolito, o pai, foi saber o que se passava, junto do comandante do navio.
– Sabe quem sou? Claro que sabe… Exijo saber o que se passa. Se me enganar processo-o! – ordenou furioso Ippolito.
– Também não sei o que possa ser, mas pressinto que não seja bom, estou a tentar resolver o problema e perceber o que se passa! Quando souber algo avisá-lo-ei, não se preocupe! – explicou o comandante assustado.
Passados cerca de cinquenta minutos, já os passageiros estavam a desesperar, o barco começou a abanar de uma ponta à outra, cada vez mais violentamente, de tal forma que o barco se AFUNDOU!
O naufrágio foi tão inesperado que poucas pessoas sobreviveram.
A notícia da tragédia não tardou a chegar ao posto de controlo. Tinham perdido o sinal do barco! Aflitos, enviaram barcos para averiguar a situação. Quando estes barcos lá chegaram, assustaram-se com o que viram… Recolheram de imediato os sobreviventes.
A notícia espalhou-se.
Entre as pessoas salvas, umas estavam inconscientes e outras amnésicas. As que estavam sãs gritavam pelos familiares que tinham perdido.
Entre os sobreviventes encontrava-se Ippolito, mas estava inconsciente. Mais nenhum familiar tinha sido resgatado da catástrofe.
Passados alguns dias, Ippolito acordou do coma um pouco confuso.
- Onde é que estou? - perguntou ele à enfermeira – que se passa?
- Está no hospital. Foi resgatado…
- Não me diga mais nada – exclama Ippolito interrompendo a enfermeira – já me lembro de tudo o que aconteceu. Onde estão os meus familiares?
A enfermeira não sabia o que responder. O que seria melhor? Dizer a verdade, omitir?
- Os seus familiares…
-Diga de uma vez por todas, onde estão eles? – Ippolito começava a ficar preocupado.
- Os seus familiares não foram resgatados.
Ippolito entrou em pânico, começou a gritar, ficou desnorteado. A enfermeira foi chamar de imediato um médico. O médico responsável foi ver o que se passava e pediu para chamarem um psiquiatra, achando que era o melhor para Ippolito. Este não reagiu com muito agrado, mas acabou por aceitar. Estiveram durante bastante tempo a conversar.
As suas lesões físicas e psicológicas tinham sido graves e, por isto, a recuperação foi demorada. Havia já dois anos que Ippolito estava internado! Até que a 12 de Setembro de 1869 Ippolito falou, pela primeira vez, que se queria ir embora.
Um mês depois, os médicos autorizaram a sua saída do hospital.
Em casa, esperavam-no os seus pais que o acolheram com muita emoção. Lágrimas correram pelas suas faces. Os empregados tinham preparado muitíssimo bem a casa, sob as ordens da mãe de Ippolito, pois esta queria animar o filho.
Nos meses seguintes, o ambiente no palácio foi muito triste. Sem as pessoas mais importantes da sua vida, Ippolito vivia fechado no palácio, isolado do mundo. A sua riqueza não o ajudava, agora, a ser feliz.
Mas, um dia…
Catarina Isabel Sobral, 7º1, nº6
Fico a aguardar a continuação!!
Sem comentários:
Enviar um comentário